ESPECIAL DIA DAS MULHERES
A IA pode ser utilizada, por exemplo, para prever atrasos em cronogramas, otimizar o uso de materiais, melhorar a segurança nos canteiros de obras e até apoiar o desenvolvimento de projetos mais eficientes do ponto de vista estrutural e energético.
Outro campo em expansão é o uso da inteligência artificial no planejamento e na gestão de empreendimentos. Sistemas inteligentes podem analisar dados históricos de obras, custos e desempenho de projetos para sugerir soluções construtivas mais adequadas e identificar oportunidades de melhoria em diferentes etapas do processo construtivo. Essa capacidade de antecipar problemas e propor soluções contribui para reduzir desperdícios, aumentar a produtividade e tornar a construção civil mais sustentável.
A digitalização também tem ampliado as possibilidades de integração entre diferentes agentes do setor, promovendo maior colaboração entre arquitetos, engenheiros, construtoras e fornecedores. Plataformas digitais compartilhadas permitem que equipes trabalhem simultaneamente em projetos complexos, reduzindo retrabalho e aumentando a eficiência dos processos.
Diante desse panorama vivenciado pela construção civil no país, a Revista Industrializar em Concreto faz sua homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, apresentando um perfil e uma charge de engenheiras brasileiras que são referência em suas respectivas áreas de atuação, com base na colaboração de um agente de IA, o ChatGPT. Isso porque comemorar esta data é celebrar a contribuição feminina na engenharia.
É importante lembrar que a história da engenharia brasileira conta com pioneiras que abriram caminhos para as gerações atuais. Um dos exemplos mais emblemáticos é o de Enedina Alves Marques, considerada a primeira engenheira negra do Brasil. Formada em engenharia civil no Paraná, em 1945, Enedina tornou-se símbolo de perseverança, competência técnica e representatividade na engenharia nacional. Sua atuação profissional incluiu projetos e obras importantes nos setores de infraestrutura e energia, como a participação em empreendimentos de geração hidrelétrica no estado do Paraná.
Na área do concreto, é impossível não destacar a engenheira Maria Noronha, formada em 1951 e, em seguida, rumou para a Universidade de Berkeley, onde realizou sua pós-graduação. Foi responsável pela obra da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo; foi especialista em concreto e trabalhou até os 77 anos.
Outra figura fundamental para a consolidação da presença feminina no setor foi Carmen Velasco Portinho. Engenheira, urbanista e defensora da modernização das cidades brasileiras, Carmen desempenhou um papel relevante na transformação urbana do Rio de Janeiro ao longo do século XX. Formada em engenharia civil na antiga Escola Politécnica da Universidade do Brasil, ela se destacou por sua atuação em planejamento urbano, habitação e arquitetura moderna. Foi uma voz ativa na defesa da participação das mulheres na engenharia e em outras áreas profissionais.
Ao olhar para a história e o presente da engenharia brasileira, fica evidente que as mulheres têm desempenhado um papel essencial na construção de cidades para uma sociedade melhor. Inspiradas por pioneiras, novas gerações de engenheiras seguem ampliando horizontes e demonstrando que competência, criatividade e liderança não têm gênero.

A engenharia estrutural brasileira tem avançado de forma consistente nas últimas décadas, impulsionada pelo trabalho de pesquisadores e profissionais que conectam o conhecimento acadêmico às demandas da construção civil. Entre esses nomes está Bruna Catoia, doutora em Engenharia de Estruturas e engenheira responsável pelo NETPRE – Núcleo de Estudos e Tecnologia em Pré-Moldados de Concreto, grupo de referência em pesquisa e desenvolvimento de sistemas construtivos industrializados.