INDUSTRIALIZAÇÃO EM PAUTA
Empreendimentos como surf indoor, complexos dos rodeios, autódromos, centros de eventos, arenas esportivas e espaços urbanos de lazer e espaços na orla marítima, demonstram que. a industrialização em concreto vem assumindo protagonismo em projetos que exigem velocidade construtiva, grandes vãos, durabilidade e flexibilidade de uso
Os empreendimentos de entretenimento deixaram de ser apenas um complemento dos espaços urbanos para se tornarem um importante vetor de desenvolvimento econômico, turismo, qualidade de vida e valorização imobiliária. Da construção de praias artificiais para surf indoor à modernização de estádios, parques de rodeios, autódromos, parques, arenas multiuso, centros de eventos e grandes áreas públicas de convivência, os empreendimentos voltados ao entretenimento precisam funcionar durante décadas, receber milhares de pessoas e oferecer elevado desempenho e eficiência operacional.
Nesse cenário, a construção industrializada em concreto vem ampliando sua participação ao responder diretamente às demandas por velocidade de execução, elevada qualidade, precisão dimensional, grandes vãos, liberdade arquitetônica, durabilidade, menor impacto ambiental, previsibilidade de custos, redução das interferências durante a obra e dos custos de manutenção. Esses benefícios evidenciaram a capacidade do sistema construtivo de transformar conceitos arquitetônicos ousados em estruturas tecnicamente e economicamente viáveis.
Essa evolução acompanha uma mudança importante no próprio mercado: os empreendimentos de entretenimento tornaram-se ambientes multiusos, que combinam cultura, esporte, gastronomia, turismo, eventos, comércio e convivência. Essa nova lógica exige estruturas flexíveis, capazes de suportar diferentes configurações de uso ao longo de décadas, o que é uma característica em que a construção industrializada apresenta vantagens competitivas significativas.
As novas gerações de concretos de alto desempenho, elementos protendidos, sistemas híbridos e, mais recentemente, tecnologias como o UHPC (Ultra High Performance Concrete) ampliaram ainda mais esse potencial, permitindo a produção de peças mais leves, esbeltas, duráveis e resistentes, reduzindo o consumo de materiais e simplificando a logística de transporte e montagem. O resultado é uma engenharia capaz de entregar projetos complexos dentro de prazos ousados primando pelo desempenho.
Piscinas de ondas capazes de produzir até mil ondas por hora, arenas esportivas que recebem partidas de futebol, shows e eventos, arenas de rodeio utilizadas durante todo o ano, autódromos transformados em centros de entretenimento e orlas urbanas redesenhadas para pedestres e ciclistas são alguns exemplos de como o pré-fabricado de concreto passou a desempenhar papel estratégico em projetos que exigem rapidez construtiva, grandes vãos, elevada durabilidade e baixa necessidade de manutenção.
No segmento de arenas esportivas, que são utilizadas como espaços multiuso, a pré-fabricação de concreto já está consolidada, especialmente por ter sido fundamental para viabilizar os equipamentos da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Mais recentemente, dois casos emblemáticos – Arena MRV e Arena Pacaembu – ressaltaram o papel da construção industrializada em concreto neste segmento. A Arena MRV contou com a participação da Precon, enquanto a Arena Pacaembu contou com a solução de modernização entregue pela Cassol.
Surf Park
Dados da Business Research Insights apontam que o mercado global de piscinas de ondas deve chegar a mais de US$ 413 milhões neste ano, com expectativa de crescimento anual de 5,9% até 2034. No Brasil, esse setor vem crescendo exponencialmente; até o final do ano, o país deve totalizar 13 piscinas, o que representa um aumento de 300%.
O Beyond The Club, implantado na área do antigo Hotel Transamérica São Paulo, em Santo Amaro, reúne uma praia artificial com piscina de ondas, áreas esportivas, espaços gastronômicos, wellness, hospedagem e ambientes de convivência, distribuídos em mais de 70 mil m². Para tornar esse conceito viável dentro de um cronograma rigoroso e de um retrofit de elevada complexidade, a construção industrializada em concreto foi um dos pilares da engenharia do empreendimento.