INDUSTRIALIZAÇÃO EM PAUTA
Empreendimentos como surf indoor, complexos dos rodeios, autódromos, centros de eventos, arenas esportivas e espaços urbanos de lazer e espaços na orla marítima, demonstram que. a industrialização em concreto vem assumindo protagonismo em projetos que exigem velocidade construtiva, grandes vãos, durabilidade e flexibilidade de uso
As dificuldades também se estenderam às áreas VIP. O acesso às fundações foi condicionado pela presença de taludes com desníveis variando entre quatro e sete metros e meio de altura, o que demandou adaptações tanto dos equipamentos quanto dos métodos de execução.
Para vencer essas limitações, a Protendit estruturou uma atuação integrada entre as equipes de engenharia, produção, logística e montagem. O acompanhamento permanente dos engenheiros desde as fases iniciais permitiu antecipar interferências, desenvolver soluções específicas para cada etapa e manter a continuidade dos serviços sem comprometer o cronograma ou a segurança operacional. Segundo a empresa, a comunicação constante entre as equipes técnicas e o contratante também foi fundamental para garantir a fluidez da execução.
No caso do Parque do Peão, a escolha pelo pré-fabricado esteve diretamente relacionada à necessidade de cumprir um calendário absolutamente rígido. Em um empreendimento que recebe grandes eventos, qualquer atraso compromete a operação do complexo e gera impactos significativos em toda a programação.
Nesse contexto, o sistema industrializado apresentou vantagens importantes. A fabricação das peças em ambiente controlado assegura um elevado padrão de qualidade, a rastreabilidade dos elementos estruturais e uma redução significativa do risco de retrabalho. Ao mesmo tempo, a montagem rápida e organizada reduz o período de interferência nas atividades do parque e limita a presença de grandes equipes e de equipamentos pesados no local.
Outro diferencial apontado pela empresa é a previsibilidade proporcionada pelo processo industrializado. Como a maior parte da estrutura chega pronta ao canteiro, há maior controle sobre custos, cronograma e desempenho executivo, fatores considerados estratégicos em empreendimentos dessa natureza.
Além dos ganhos de prazo, a aplicação do pré-fabricado proporciona uma série de benefícios técnicos e operacionais que vêm impulsionando seu uso em projetos de lazer e entretenimento. A redução da geração de resíduos e da necessidade de formas, escoramentos e grandes frentes de trabalho torna o canteiro mais limpo e organizado — aspecto particularmente relevante em espaços que permanecem parcialmente em funcionamento. A velocidade de montagem também se destaca: as peças chegam prontas ao local de instalação e seguem um fluxo contínuo de montagem, o que permite um elevado nível de produtividade.
Do ponto de vista estrutural, o sistema oferece elevada durabilidade, resistência e menor necessidade de manutenção ao longo da vida útil da edificação. A racionalização do processo construtivo também reduz o consumo de mão de obra em campo, diminui a ocorrência de retrabalhos e amplia o controle orçamentário do empreendimento.
A sustentabilidade surge como outro benefício relevante. A industrialização contribui para reduzir desperdícios de materiais, otimizar o uso de insumos e minimizar os impactos ambientais normalmente associados aos canteiros convencionais.
Recentemente, a Denadai e a Puma Lajes Alveolares também protagonizaram nos parques de rodeio, tendo sido responsáveis pela solução pré-fabricada adotada no novo palco da Festa do Peão de Americana, também no estado de São Paulo.
Assim como ocorre em Barretos, a realização da Festa do Peão de Americana demonstra que o concreto pré-fabricado também vem se consolidando como uma solução estratégica para empreendimentos voltados a grandes eventos, nos quais o prazo de entrega é um fator crítico para o sucesso do projeto. A Denadai e a Puma Lajes Alveolares foram responsáveis pela solução adotada no novo palco.
Para viabilizar a obra, foi adotado um sistema construtivo composto por estruturas pré-fabricadas de concreto associadas à cobertura metálica. A escolha esteve diretamente relacionada ao prazo reduzido disponível para a execução. Toda a obra precisou ser concluída em apenas 90 dias, período que abrangeu a fabricação dos componentes estruturais e sua montagem em campo.