Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Industrializar em Concreto 37 - abril de 2026

ABCIC EM AÇÃO

2º SEMPRE apresenta o potencial de crescimento da aplicação de pré-fabricados de concreto no Centro-Oeste brasileiro

Leonardi ressaltou ainda a importância da Abcic para as indústrias que buscam evoluir, aplicar tecnologia, adquirir conhecimento e crescer. “Nossa entidade pode auxiliar todas as empresas, independentemente do porte, mas as pequenas podem ser especialmente beneficiadas pelas atividades da associação, recebendo novos aprendizados, ganhando experiência e ampliando seu networking para um crescimento sustentável”, destacou.

Rocheli Carnaval Cavalcanti, diretora financeira do CREA-MS, agradeceu à Abcic por realizar o evento em sua sede, destacando a importância do espaço para troca de conhecimento, experiências e networking, além da necessidade de adotar novas ferramentas para acelerar a industrialização da construção civil.

Arquitetura industrializada

A primeira apresentação do painel “Projeto Arquitetônico voltado à Pré-fabricação em Concreto” ficou a cargo do arquiteto Marcio Porto, diretor do Escritório Sidônio Porto Arquitetos Associados e professor da FAU-Mackenzie, que apresentou um histórico dos projetos realizados pelo escritório com pré-fabricados de concreto, como as edificações para Velnac, Banco Nacional e CBPO, obras icônicas dos anos 60 e 70, já com a adoção de estruturas pré-fabricadas de concreto .

Arquitetos Marcio Porto,  Jayme Lago Mestieri e Paulo Campos mostraram como a pré-fabricação de concreto está alinhada com as demandas do projeto arquitetõnico

“O arquiteto Sidônio se destacou ao estudar soluções industrializadas para a construção, com o concreto predominante nas concepções. O objetivo era atender às demandas por qualidade, espaço, técnica e sustentabilidade, desenvolvendo pesquisas com sistemas inovadores, como o pré-fabricado à época”, afirmou Porto.

Ele também apresentou outros casos, como edificações para a Petrobras em diversos locais, residências de alto padrão, obras sociais e industriais, todas com uso intensivo de sistemas industrializados, destacando a importância da interface entre projeto e indústria, bem como da compatibilização entre os projetos arquitetônico e estrutural. “Nossas obras devem refletir nossa missão de fazer algo relevante, abrindo novos desafios e fronteiras”, destacou Porto, acrescentando que, como professor do Mackenzie, também houve integração com a academia.

Para o arquiteto, todas as características das edificações, incluindo sustentabilidade, qualidade e sistema construtivo — estão contidas na própria arquitetura. “Os desenhos precisam resolver questões de engenharia, pré-fabricação e montagem, considerando elementos e disponibilidade de recursos para integrar os diversos sistemas e alcançar a plenitude dos espaços”, explicou.

Uma reflexão trazida por Porto foi a diferença de tempo entre o projeto e a execução no Brasil e nos Estados Unidos. “Nos Estados Unidos, observei a maturidade dos sistemas industrializados. Houve um projeto que levou dois anos para ser desenvolvido e apenas seis meses para ser construído. No Brasil, ocorre o inverso: pouco tempo de projeto e anos de obra.”

O arquiteto Jayme Lago Mestieri, diretor da JLM Arquitetura, apresentou diversas obras — como shopping centers, edifícios multiuso e terminais urbanos — que utilizam pré-fabricados de concreto. “Somos fiéis à melhor solução para o cliente, que atenda à arquitetura e às metas de investimento. Dentro desse preceito, temos aplicado o sistema de concreto pré-fabricado. Hoje, 80% dos projetos contam com algum elemento pré-fabricado”, afirmou.

Entre os projetos apresentados, destacaram-se o Trimais Places, cujo shopping center venceu o Prêmio Obra do Ano em 2022, e a Feira da Madrugada, cujo centro comercial foi incluído na Coletânea de Obras Brasileiras – Pré-Moldados de Concreto. Também apresentou um case de edifício multiuso, com shopping, estacionamento e supermercado, em Carapicuíba, construído em área com assentamento e urbanização precários, sem condições adequadas para canteiro de obras, além do terminal urbano em Mauá, cujas plataformas utilizaram pilares pré-fabricados. Por ser o principal terminal da cidade, não havia como interromper seu funcionamento.

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