Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Industrializar em Concreto 37 - abril de 2026

ABCIC EM AÇÃO

2º SEMPRE apresenta o potencial de crescimento da aplicação de pré-fabricados de concreto no Centro-Oeste brasileiro

Os fatores mais significativos a serem considerados na construção de centros de logística com o sistema construtivo foram apresentados pelo engenheiro. As ações da natureza – ventos e inundações – são os esforços mais sentidos, por isso, a necessidade do projeto ter os coeficientes de pressão interna e externa, pois são diferentes ao longo da edificação tanto nas paredes como na cobertura e dentro e fora do empreendimento. “Por isso digo que o engenheiro de galpões precisa andar com norma de ventos embaixo dos braços”, disse Vendramini, que afirmou que o coeficiente de arrasto não serve para o projeto de galpões, além de trazer diversos exemplos de problemas causados por ventos e ensaios realizados em túnel de vento para galpões. 

Outros fatores comentados foram as juntas de dilatação e a variação térmica, que pode ser uma questão importante, por exemplo, em centros com elevada extensão de área ou em centros frigorificados, pois a variação térmica provoca efeitos na estrutura e precisa ser avaliada em projeto, além do modelo estrutural adequado. Nesse sentido, ele citou uma proposta de contraventamento vertical, que retira momentos fletores de todos os pilares internos e pode gerar economia de até 30% entre pilares e fundações. “A questão é convencer os arquitetos”, pontuou.

Sandra Regina Bertocini, diretora técnica da regional Mato Grosso do Sul do IBRACON, comentou sobre o desenvolvimento do pré-fabricado desde que iniciou as aulas na pós-graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) sobre o sistema construtivo, em 2004, após treinamento realizado pela Abcic. “Trouxe as informações aos alunos e fiz muitas visitas técnicas, gerando conhecimento e formando novos projetistas e executores. Desde essa época, houve uma evolução significativa no setor, pois deixou mais claro o que era o sistema construtivo e como construir com ele. A Abcic foi fundamental neste processo, pois a entidade não atua apenas no mercado e nas empresas, mas também nas pessoas.”

Em relação ao 2º SEMPRE, Sandra disse que o evento ajuda a amadurecer as ideias que se iniciaram em 2004, a fortalecer o setor na região e a difundir novas informações, tecnologias, atualizações de normas e procedimentos. “Para a cadeia produtiva, é de suma importância, ajudando nas futuras decisões e até mesmo em novos projetos”, ponderou.

Segundo Marcelo Caleffi, diretor da Concrelaje, o evento trouxe tecnologias e uma mensagem de pessoas que atuam em outros centros sobre o que fazem no âmbito do pré-fabricado de concreto, encorajando maior atividade do sistema construtivo, uma vez que a falta de mão de obra exige mais pré-fabricados. Nesta linha, Ricardo Caleffi, também da Concrelaje, afirmou que a vinda da Abcic ao Mato Grosso do Sul trouxe conhecimento e tecnologia, fomentando a construção industrializada, e o sucesso das construções que virão no futuro.   

João Vitor Antonio, diretor da Matpar, acrescentou que o 2º SEMPRE foi maravilhoso. “Nosso estado não está entre os grandes centros e pudemos acompanhar grandes profissionais de engenharia e arquitetura, mostrando as possibilidades do pré-moldado. Acreditamos no Mato Grosso do Sul e temos o potencial de alcançar as grandes obras e ouvir as tecnologias já aplicadas é importante para o estado”, comentou.

Para Eduardo Ravagnani, diretor da Sotef, o evento foi muito importante para trazer as tecnologias que vêm sendo aplicadas no Brasil. “Mato Grosso do Sul é um estado novo e em franco crescimento. Os municípios necessitam de projetos que existem em grandes centros e que, por aqui, ainda são uma novidade. Por isso, eventos como o 2º SEMPRE ajudam a acelerar o uso dessas tendências”, explicou.  

Na avaliação de Leandro Mendonça de Lima, engenheiro de Desenvolvimento e Aplicação da construção civil na ArcelorMittal, o evento debateu os temas de que o mercado precisa, pois a industrialização precisa ser aplicada neste momento, principalmente por conta da falta de mão de obra e das mudanças no mercado. A seu ver, a Abcic está à frente desse processo, trazendo inovações de fora do país, reunindo especialistas e empresas.

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