ABCIC EM AÇÃO
O secretário destacou ainda que o corredor bioceânico e a ferrovia bioceânica são oportunidades para o setor de pré-fabricados de concreto, pois há inúmeras obras de infraestrutura que podem gerar demanda para o sistema construtivo. Além desses projetos, ele reiterou que o estado tem apresentado crescimentos superiores aos do país e que a construção, na forma como está, não será capaz de acompanhar essa expansão econômica. Além das obras de infraestrutura viária e ferroviária, destacou que possivelmente serão necessários centros de distribuição e logística, e que o próprio desenvolvimento da região, que já é suportado pelo agro, irá gerar outras obras relacionadas ao desenvolvimento das cidades.
“Por isso, será necessário industrializar, incluir tecnologia para atender ao atual déficit habitacional, à ampliação do agro e da área florestal, do papel e da celulose. Temos 110 pontes críticas que precisam de substituição imediata para dar vazão às demandas desses setores e ao nosso processo de crescimento”, enfatizou o secretário.
Para Danielle Paiva, assessora especial de Integração do Corredor Bioceânico, estados e municípios devem propiciar um ambiente favorável ao desenvolvimento de setores de interesse. Neste contexto, o que o Mato Grosso do Sul tem feito é intermediação com os dezesseis municípios que serão mais afetados pelo Corredor Bioceânico, por sua proximidade, no sentido de sensibilizá-los a realizar mudanças em seus planos diretores para ampliar o crescimento, motivando ainda a sociedade civil.
A engenheira Íria afirmou, durante o debate, que a Abcic está à disposição dos municípios e do estado para realizar reuniões e apoiar essas iniciativas, por meio da aplicação da construção industrializada de concreto, para agilizar as obras necessárias para atender às demandas atuais e futuras.
Tendências em Galpões
A aplicação da pré-fabricação de concreto em centros logísticos está consolidada no país. Entretanto, a construção desse tipo de estrutura ainda tem muito a crescer, devido ao tamanho continental do território nacional e às experiências internacionais, que evidenciam a necessidade de carrinhos de golfe para se transitar pelos diferentes centros construídos.
Para tratar deste tema, o engenheiro João Alberto Vendramini, diretor técnico da Vendramini Engenharia, afirmou que a industrialização é a resposta para esse tipo de aplicação, porque não há espaço para implantar canteiros de obras, a necessidade de repetibilidade de peças, várias frentes de atividades na obra, a agressividade das ações naturais, a robusteza de pilares e fachadas e a execução de cronogramas ousados.

Atualmente, os elementos estruturais aplicados nesse tipo de obra são: elementos de fundação pré-fabricados, como blocos e sapatas; pilares; pilares com descida; vigas protendidas para mezaninos e pavimentos; lajes alveolares; painéis de fachada alveolares e maciços; escadas; vigas de cobertura; nichos de niveladora de docas; e caixa de retardo.
“O interessante da pré-fabricação de concreto é a capacidade de desenvolver soluções que atendam as demandas de cada projeto estrutural e da arquitetura, como por exemplo, o suporte de cargas dos pavimentos, no qual há a necessidade de se considerar na altura do batente da viga não apenas a capa, mas a contraflecha, fazer balanços em lajes alveolares devido à arquitetura”, explicou Vendramini, que acrescentou que os as vigas de cobertura contribuem para ganhar velocidade e técnica, assim como os nichos niveladores de docas.