Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Industrializar em Concreto 37 - abril de 2026

ABCIC EM AÇÃO

2º SEMPRE apresenta o potencial de crescimento da aplicação de pré-fabricados de concreto no Centro-Oeste brasileiro

Com a média de idade mais alta nos canteiros de obras, porque a nova geração está buscando outro tipo de atividade remunerada, Freitas reiterou que, com a construção industrializada, o jovem pode voltar a se interessar pelo setor. “Uma coisa é carregar blocos, misturar concreto e argamassa, outra é trabalhar na indústria ou realizar a montagem das estruturas. Assim, a escassez de mão de obra pode ocorrer para construir de forma convencional, mas não para construir de modo industrial”, avaliou.

O painel de fachada é uma ótima opção para substituir o fechamento de alvenaria; entretanto, é importante conhecer suas especificidades tanto para o projetista de estruturas quanto para o arquiteto. “Projetar obras com painel de fachada não é complicado, mas é preciso pensar nas ligações entre o painel e as estruturas, pois tanto o painel quanto a estrutura precisam se movimentar de forma independente”, afirmou Freitas. Essa orientação está bem descrita na ABNT NBR 16475 – Painéis de parede de concreto pré-moldado – Requisitos e procedimentos.

Na palestra, o engenheiro da Pedreira Granito mostrou aos participantes o case da Ecoparque, que pretende construir um bairro com edificações para moradia e outras finalidades na região de Cascavel, no Paraná, especialmente a fábrica de pré-fabricados de concreto, que possui sistema carrossel fornecido pela Vollert, associada à Abcic, para a fabricação de painéis duplos.

Todo o projeto é codificado para o sistema, a fim de que o robô possa realizar todos os processos de produção dos painéis, com pouca mão de obra no ambiente fabril. “Como a solução produz peça por peça, não há necessidade de um projeto único a ser repetido 200 vezes. Tanto é que estamos na quarta tipologia de prédio”, comentou Freitas, que mencionou ainda os prédios da BPM e da Tenda como exemplos do uso de painéis nesse segmento. 

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica (Rota de Integração Latino-Americana - RILA) é um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros, que pretende ligar o Oceano Atlântico aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando pelo Paraguai e pela Argentina, com o objetivo de encurtar a distância e o tempo para as exportações e importações brasileiras entre mercados potenciais, como a China.

“A rota atual de exportação, partindo do Porto de Santos, passa pelo Canal do Panamá, que aumentou o fluxo em 54% nos últimos anos, resultando em maior tempo de entrega dos produtos e em alta de preços.  Pelo corredor Bioceânico, haverá uma redução do custo e do tempo nas exportações brasileiras”, ressaltou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck.

Para as exportações de carne bovina, Verruck afirmou que o custo é 29% menor em relação a rota tradicional e há ainda a oportunidade de importar outros produtos por meio dessa nova rota. “A partir disso, é possível transformar o Mato Grosso do Sul em um grande hub de produtos importados para o Brasil. Atualmente, quem faz esse papel é São Paulo”, acrescentou.

Secretário Jaime Verruck enfatizou a importância da industrialização para atender as demadnas crescentes em Mato Grosso do Sul, especialmente, com a rota Bioceânica

Em sua palestra no 2º SEMPRE, o secretário afirmou que a infraestrutura física é o primeiro passo para consolidar um caminho de competitividade e de eficiência logística, gerando desenvolvimento para o estado. Os demais passos estão sendo estruturados pelo governo local, em parceria com os demais países, como a legislação, a estruturação da alfândega, a integração aduaneira, os acordos fitossanitários e o desenvolvimento da infraestrutura digital.  

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