Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Industrializar em Concreto 37 - abril de 2026

INDUSTRIALIZAÇÃO EM PAUTA

Projeto, planejamento logístico e plano de rigging são essenciais para segurança na montagem das estruturas pré-fabricadas de concreto

Juarez Correia Barros Júnior: “A garantia de obras e serviços seguros depende de uma gestão contínua. Coordenadores e equipes em treinamento fazem a diferença.”

O Instituto Trabalho e Vida tem focado suas ações nos multiplicadores: gestores e técnicos em geral, levando informação sobre métodos e ações que traduzem os preceitos das normas e configuram boas práticas de gestão. A Abcic é uma das entidades que apoiam as atividades técnicas do Instituto. “O preparo prévio e permanente dos gestores, com compromisso com a direção das empresas, é o passo fundamental. Com as normas e manuais, sabemos o que fazer. Mas é necessário que este “saber fazer” esteja plenamente integrado à cultura da empresa.  “A gestão de SST faz parte da boa técnica construtiva”, destaca o engenheiro de segurança do trabalho. 

Projeto estrutural 

Um ponto fundamental para a segurança na montagem das estruturas pré-fabricadas de concreto é o projeto estrutural, que deve considerar as situações transitórias, ou seja, as condições temporárias que ocorrem desde a fabricação até a solidarização. “O projeto estrutural deve prever as condições de carregamento e de estabilidade em cada uma dessas etapas intermediárias, garantindo que os elementos estruturais tenham segurança tanto na fase definitiva quanto durante o processo construtivo”, salienta Tomazoni.

O projeto ainda precisa definir, por exemplo, as ligações, garantindo que elas resistam às cargas tanto durante a montagem quanto ao longo da vida útil da edificação. Conexões bem projetadas garantem um encaixe seguro entre pilares, vigas e lajes, reduzindo o risco de deslocamentos ou instabilidades durante a montagem. 

Augusto Guimarães Pedreira de Freitas: “É importante considerar a questão da durabilidade da ligação, que, por não ser muitas vezes acessível, pode conduzir a perda de eficiência num prazo inferior à vida útil da estrutura.”

“Numa obra com uso de elementos pré-fabricados, os esforços a serem considerados no detalhamento das peças vão muito além da situação final. Assim, para o dimensionamento das peças e das ligações entre elas, o projetista precisa identificar todos os riscos envolvidos, alguns óbvios, outros menos, como aqueles que advêm do que foi planejado não acontecer. É o que chamamos aqui de “Plano B”. Se o “Plano A” que imaginamos não funcionar, qual seria o “Plano B” para o funcionamento daquela peça, ligação ou, até mesmo, estrutura completa? Seria o conceito que imaginamos quando pensamos em colapso progressivo, integridade estrutural ou robustez”, explana Augusto Guimarães Pedreira de Freitas, sócio-diretor da Pedreira Granito.

Além do dimensionamento das ligações entre os elementos, entre os pontos mais importantes num projeto estão a definição correta dos pontos de içamento e transporte, a verificação das condições de estabilidade durante a montagem e, quando necessário, a especificação dos sistemas de contraventamento provisório, que muitas vezes não são observados e podem ocasionar problemas antes da solidarização final da estrutura.

“O projeto precisa estar integrado ao planejamento executivo da obra e à sequência de execução planejada, considerando tolerâncias de fabricação e montagem. A clareza das informações de projeto e a compatibilização com os projetos de produção e montagem são fundamentais para reduzir riscos operacionais”, analisa Tomazoni. 

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